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Você já viu um Saci por aí?

Você já viu um Saci por aí?


Por Danila Moura

Caso sim, está na hora de fazer sua inscrição na “Sociedade dos Observadores de Saci”

Se você estiver numa floresta durante o pôr do sol, fique atento: esse é o horário preferido do Saci dar um rolê pela mata. “De cara, a gente sente uma sonolência, e quando vê, pronto. Ele passou rapidinho”, conta um dos maiores especialistas em saci no Brasil, o jornalista Mouzar Benedito, um dos responsáveis pela Sociedade dos Observadores de Saci, a Sosaci, na ativa na cidade paulista de São Luis do Paraitinga desde 2006.

Em caso de encontrar o Saci por aí, Mouzar recomenda calma. “Ele só apronta feio com quem estiver maltratando a natureza ou os animais, Saci é do bem”.

Saci Fazendo Careta por José Luiz Ohi



Na época do Brasil Colonial, muitas vezes, as escravas costumavam creditar às peraltices do Saci o fato do tempero estar desandado, com muito sal ou pouco açúcar, receosas de receberem punições dos senhores de engenho. “Por muito tempo o Saci viveu no imaginário local, ele acabava servindo como defesa dos escravos para não levarem agressões quando algo dava de errado na fazenda”, relata Mouzar.

A reportagem da Bem Bolado ficou curiosa a respeito do tal do pito, o cachimbo inseparável do figura em questão. “É fumo de corda mesmo. Mas acho que ele bem que gostaria de um fumo alternativo”, reflete o especialista.

Saci Motoqueiro por José Luiz Ohi



Último dia de outubro… junto vem todo aquele clima darks típico de Halloween. Pipocam nas ruas crianças vestidas de fantasias cadavéricas e outras invencionices “baixo-astral” da gringa.


Mas em tempos nebulosos, vale a pena focar no lado positivo: no 31 também se comemora o Dia do Saci. É impossível não curtir esse camarada gente boa, cheio de tirar onda aprontando traquinagens por aí. Sempre munido de um cachimbo estalando mil grau,  conquista mais do que uma cabeça de abóbora.

Saci Abóbora por José Luiz Ohi

Na mesma data, a associação organiza uma série de eventos em São Luís do Paraitinga, que inclui uma “Saciata”, em que todo mundo sai cantando pelas ruas caracterizado, e ainda a “sacicletada”, uma curiosa bicicletada de um pedal só. O intuito do encontro é valorizar a cultura nacional. O clima por lá é de “gorro e guloseimas”.

Várias laricas cabulosas na festa do Saci lá em SL Paraitinga
Saci Pererê tirando maior onda na Festa do Saci em SL do Paraitinga



A lenda do Saci tem origem entre os indígenas da Região das Missões, no Sul do país no final do século 18, de onde teria se espalhado por todo o território brasileiro e mudado de cara. Como toda lenda que se preze, suas origens são controversas. Mas historiadores e literários concordam: primeira era um curumim.

Saci no maior corre lá em São Luís Paraitinga, terra dos observadores de saci

 

Logo se amarrou em “fumar o pito”, jeitão de chamar o famoso cachimbo, após ganhar influências dos sábios escravos negros, que nos deram a benção de trazer um punhado de ervas maravilhosas de outros continentes.

O gorrinho vermelho do Saci-pererê, por sua vez, advém do folclore do norte de Portugal. Era utilizado pelo lendário Trasgo que possuía poderes sobrenaturais.

Saci Bem Bolado por Raissa Santana

O Estado de São Paulo institucionalizou o Dia do Saci em 13 de janeiro de 2004, e outros dez municípios fizeram o mesmo: São Paulo, São Luiz do Paraitinga, São José do Rio Preto, Guaratinguetá e Embu das Artes (SP); Vitória (ES); Poços de Caldas e Uberaba (MG); e Fortaleza e Independência (CE).

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