Por dentro do 2º Encontro Head Grow Shop em São Paulo - Bem Bolado Brasil
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Por dentro do 2º Encontro Head Grow Shop em São Paulo

Por dentro do 2º Encontro Head Grow Shop em São Paulo


Por Bem Bolado Brasil

Os números foram tão especiais que a turma da Bem Bolado Brasil demorou uma cota até calcular todo resultado positivo da segunda edição do Encontro Head Grow Shop.

Pois em 12 horas, uma estação desativada de trens no bairro antigo do Brás, em São Paulo, recebeu 42 expositores de head shops e marcas canábicas de todo País.

A isso, some incontáveis palestrantes capazes de iluminar diversas questões a respeito da planta e suas aplicações. Uma tonelada e meia de alimentos foi arrecadada para doação. O visual da locação histórica somou na brisa. Deu quanto? Confira.

Cenário perfeito

Era só atravessar o portal formado pelos corredores antigos Dos Trilhos para despertar a mente. Na entrada da antiga estação ferroviária do Hipódromo, um espaço entre vagões de trem do final do século 19 foi reservado às palestras, onde o papo foi reto sobre a legalização e uso da cannabis perante as mais variadas perspectivas.

Um time de respeito trocou ideia com o público. André Barros falou sobre o panorama legal e jurídico em relação à cannabis e Victor, da Floravital, deu uma aula sobre os valores e tabus relacionados à erva no País. Já Thalita, da Acuca, Rosângela Marques e a psicóloga Cynthia Santos, representaram perfeitamente as ideias sobre o mundo canábico no país a partir de perspectiva feminina. Ainda teve a galera da Caneta e Canal Umdois, bem como Gabriel Vieira e Felipe Sanchez.

Oi? É de verdade?

“Meu maior sonho era um dia ver uma cena com vários head shops como hoje. Quando eu comecei, em 1994, isso tudo aqui seria considerado uma loucura impossível”, conta Alexandre Perroud, pioneiro do mercado head shop no Brasil com a Ultra 420. Ele coleciona enquadros da polícia, que afinal não deram em nada graças ao embasamento jurídico a respeito da comercialização de produtos de tabacaria.

Dono de uma visão única sobre a evolução do mercado canábico no País, começou o negócio mais como algo informal entre amigos. “Fiquei na Califórnia uns tempos quando tinha 16 anos. Cheguei aqui e meus amigos usavam sedanapo, ao mesmo tempo que ninguém conhecia um bong. Meu pai era metalúrgico, então desenvolver produto é algo que está na minha alma.”

Alexandre Perroud da Ultra 420

Novidades para mente

Piteiras artesanais de cerâmica
Substratos variados

Foi impossível sair da feira sem vontade de experimentar tantos artefatos novos. Aliás, equipamentos de ponta para cultivo fizeram bonito nos estandes, com uma seleção de acessórios de tabacaria que brisavam só de olhar.

Bongs
Carvão

A Bem Bolado Brasil se encantou pelo trabalho artístico envolvido na criação de acessórios. As piteiras de cerâmicas artesanais da LAMA são um exemplo.

Aventuras bem boladas

No papel de mestre de cerimônias, o repórter Arthur Veríssimo assumiu a função de contador causo no evento. No bate-papo aberto ao público, Veríssimo falou, em suma, sobre o conteúdo produzido pela Bem Bolado Brasil nas plataformas digitais. Deu tempo para relembrar da entrevista com a Maria Alice Vergueiro, a atriz do clássico “Tapa na Pantera”, em que ela relata sobre o melhor baseado da vida fumado ao lado de uma companhia especial.

O mestre Arthur Veríssimo

Outro ponto alto ficou com os relatos das viagens. Primeiramente, a excursão da Bem Bolado Brasil em direção ao Uruguai, na qual Arthur Veríssimo visitou o mais premiado clube canábico do país e ainda conversou com pesquisadores universitários e cultivadores sobre o uso da cannabis, agora legalizado.

Aventuras no Uruguai

Já a passagem pela instigante Cidade do México e a Expo Weed local renderam aventuras em meio a feitiços de vodus e os fantásticos lutadores de “lucha livre” . Dá para conferir toda essa lombra e muitas outras no canal da Bem Bolado Brasil no YouTube

Curiosidade

Anteriormente, Dos Trilhos era uma região repleta de carruagens e até calhambeques. Os veículos  dividiam espaço com uma multidão de nobres, que apostavam em corridas de cavalo no então hipódromo da cidade. A estação é fiel ao projeto original. Ali fica a sede da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária da capital, que restaura e faz manutenção de maquinários.