Playlist #32 Derretendo no Verão Bem Bolado 2019 - Bem Bolado Brasil
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Playlist #32 Derretendo no Verão Bem Bolado 2019

Playlist #32 Derretendo no Verão Bem Bolado 2019


Por Danila Moura

Só faixas para brisar em alta temperatura

Janeiro na reta final segue com termômetros bombando acima e avante nos trópicos. Nesse clima delícia do Verão, a Bem Bolado Brasil dichavou uma playlist com alto teor de derretimento na temperatura sonora ideal para fritar a mente. Caso a playlist  tivesse rótulo, letras garrafais gritariam: altas doses de lombra indicadas para casos de mar, praia, cachoeira, piscina, pista ou laje. A receita: só para ouvidos inflamáveis.

https://open.spotify.com/playlist/1LpSKoWQdmy3Jvvgujp6SX

Descobrimos algumas brisas e vários causos por trás de cada música.

Aperte seu Bem Bolado e deixe o Sol correr feito o mundo no corpo. #BemBoladoStyle.

Kel-Air & Band Band (Itália/1986)
Sintetizada por DJs italianos na década de 80, a italo-disco tinha influências da dance music e da disco, tudo impulsionado a letras cantadas em inglês com forte sotaque italiano. Adicione aí efeitos, samplers, vocais femininos e synths. Essa onda influenciou lendas do eletrônico, como o ícone Georgio Moroder. Entre essas pérolas macarrônicas se destaca o enigmático grupo Kel-Air & Band Band, que apesar de fazer perte do renomado selo “Discomagic Records”, não existe registros de quem são os seus integrantes. Há uma pista, um dos produtores é o DJ Fulvio Romiti. Agora, de onde vem as melodias árabes doidas, mistério total.

Neste ano, a label alemã ZYX deve relançar todo catálogo de ítalo-disco da “Discomagic Records”, encabeçada pelo mestre Severo Lombardoni.

Klein & MBO (Itália/1981)
Klein e MBO é formado pela dupla Mario Boncaldo, mais chegado numa italo, e do mestre da Electro-Soul-House, Tony Carrasco. Os vocais que aceleram os batimentos cardíacos são do cantor de jazz italiano Rossana Casale e do cantor norte-americano de corais Naimy Hackett. Os sons e melodias da disco-electro foram todos produzidos, escritos, arranjados e mixados por Mario Boncaldo e Tony Carrasco, e co-arranjado com Davide Piatto. Durante meados dos anos 80, singles como “Dirty Talk”, “Wonderful” e “The MBO Theme” se tornaram grandes sucessos tanto na emergente cena da garagem de Nova York quanto na comunidade house de Chicago. O primeiro single de Klein & MBO “Dirty Talk” foi originalmente lançado em 1982 em Milão, Itália e logo depois nos EUA, onde se tornou um grande sucesso e foi lançado internacionalmente. Tony Carrasco produziu e mixou o último lançamento gravado Klein & MBO em 1986, intitulado “Keep in Touch”, enquanto seu ex-parceiro Mario Boncaldo decidiu ir sozinho e formou o grupo de dança italo MBO.

Vermelho Wonder (Brasil, 2018)
Imagine uma pista pegando fogo, é mais ou menos isso que rola quando toca “Rock the Box”, sucesso da dupla formada pelo DJ e produtor Márcio Vermelho (ODD) e a cantora performer Ivana Wonder. Melodias disco com uma roupagem sem rótulos clichês dá o tom das produções do projeto, que nasceu no meio do circuito das festas undergrounds eletrônicas que rolam em São Paulo. Neste remix a assinatura é do produtor mineiro Pedro Zopelar.

Gino Soccio (Holanda/1981)

Gino é um cantor canadense, mas um camarada apaixonado pela disco italiana. Na infância, Gino Soccio começou tocando piano, mais tarde, evoluiu para os teclados e sintetizadores. Ele teve uma certa fama na virada dos anos 70 e 80 no auge da funky, quando se dedicou à produção musical com cinco álbuns seguidos. Na época, ele alcançou a primeira posição do Hot Dance Club. Ele ainda liderou o ranking da Billboard semanal dos EUA com o sucesso “Try it Out”.

Jayda G (Noruega/2018)
DJ, produtora e toxicologista ambiental residente em Berlim, Jayda G virou parça do misterioso produtor Fett Burguer. Esse maluco, que não disponibiliza imagens dele na web nem para imprensa, é mestre em fazer tracks de house que parecem nascidas de uma década perdida, não se sabe se do futuro ou do passado. Juntos, eles criaram o selo norueguês Freakout Cult, uma fonte inesgotável de grooves de house disco certeiros.

Em 2016, Jayda lançou em vinil pelo selo o delicioso EP “Jaydaisms”, onde tiramos essa faixa delicinha. No ano passado, Jayda fez uma das performances mais explosivas durante a edição do festival Dekmantel São Paulo.

Lady Zu (São Paulo/1977)
Se teve alguém que reinou durante a disco brasileira, foi a rainha Lady Zu com o hit “A Noite Vai Chegar”.  A música bombou em 1977 na novela global “Sem Lenço Nem Documento”. Até chegar ao topo das paradas de rádio, Zuleide foi guerreirona.  Aos 12, foi fazer aulas de canto, ainda trabalhou como escriturária e até deu pinta fazendo a locução de anúncios no Mercado Municipal da Lapa, aqui em São Paulo, pertinho da sede da Bem Bolado. Outra canção alto-astral que fervilhou as pistas da época foi “Hora de União”, junto com o mestre do samba Totó Mugabe, numa mistura mais samba-funk, e ainda virou trilha da novela “Dancin’ Days” .

Honey Dijon (EUA/2018)
Ícone da House de Chicago, a DJ e produtora trans Honey Dijon se juntou ao cantor Sam Sparro para homenagear Sylvester, cantora disco que morreu nos anos 80 como ícone gay e ativista em relação ao esclarecimento da Aids na época. É raro quem não tenha ouvido em algum lugar o hit da Sylvester, o “You Make Me Feel”, figurinha presente nas trilhas-sonoras de filmes e séries sobre a discoteca setentista pelo mundo afora.