Os quadrinhos canábicos do cartunista Glauco - Bem Bolado Brasil
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Os quadrinhos canábicos do cartunista Glauco

Os quadrinhos canábicos do cartunista Glauco


Por Bem Bolado Brasil

Desde os anos 80, Glauco já desenhava personagens que abordavam o universo canábico

A sintonia entre a Bem Bolado Brasil e a obra do cartunista Glauco Villas Boas bateu forte. Assim, a química boa rolou graças ao humor ácido do artista.

Seus cartuns são marcados por alusões divertidas ao ritual, evidentes em personagens como Ozetês, Faquinha e o inédito Uzmano, que estão dando um grau na embalagem das sedas Bem Bolado por tempo limitado. O cartunista era amarradão numa lombra, brisador de carteirinha.

“O Glauco não largava o pito da mão. Conheceu aos 18 anos e nunca mais abriu mão da planta. Ele passava o dia no estúdio contemplando a natureza e queimando um durante as sessões de desenho. Já deixava um separado só para ele”, revela Bia Galvão, viúva do artista, morto em 2010 junto com Raoni, seu filho, responsável pela criação dos personagens Uzmano para uma grife de camisetas.

Humor, cannabis e ativismo

Toda essa irreverência e ativismo canábico são evidentes nas tirinhas de Ozetês, um trio interplanetário movido a cogumelos de Urano, assim como nas de outros personagens, como Faquinha, Doy Jorge e Cacique Jaraguá, um índio com “mania de ser proprietário” de São Paulo.

Em Casal Neuras — uma dupla abalada por crises de ciúmes típicas de relacionamentos abertos —, já havia referências ao ato de fumar um como algo “transgressor”, mesmo que numa situação abarrotada de interpretações.

Já em Doy Jorge, por exemplo, o cartunista mostrava a erva como uma “droga leve”.

Além disso, Glauco satirizou de forma crítica a obtenção da cannabis por meio do tráfico, aludindo à repressão policial sofrida pelos usuários.

Geraldão, o trintão adolescente que sofria do complexo de Édipo com sua mãe, vivia com três baseados na boca.

Que tal apertar aquele Bem Bolado e viajar com esses personagens doidões?

Em breve, a Bem Bolado lançará um vídeo com Arthur Veríssimo revelando os arquivos secretos do Glauco.

QUEM É O GLAUCO?
Glauco começou a se destacar nos desenhos em 1976, após ganhar o prêmio do Salão de Humor de Piracicaba. Ele costumava ir escondido às premiações para saber a opinião sincera dos frequentadores. Nesta época, começou as primeiras tiras em um jornal de Ribeirão Preto, a pedido do lendário jornalista José Hamilton Ribeiro, vencedor do Prêmio Esso de jornalismo ao perder uma perna no Vietnã. Fez parte da revista de contracultura Contraponto. Após indicação do amigo Angeli, trabalhou por 30 anos no jornal Folha de S.Paulo, fazendo tirinhas diárias e ilustrações. Entre as curiosidades sobre o artista, vale destacar que ele foi roteirista da TV Colosso e da TV Pirata.